Os trabalhadores da Educação e os estudantes das escolas públicas estaduais do Ceará realizaram nesta quinta-feira (28) um grande ato em frente ao Palácio da Abolição, sede do Governo do Estado, em Fortaleza. A mobilização foi organizada pelo Sindicato APEOC. Foi a primeira atividade de massa do movimento de greve da categoria, que começou na última segunda-feira (25).

As caravanas chegaram de vários municípios cearenses e

reforçaram o grito dos servidores e alunos que defendem a Escola Pública e a valorização dos(as) trabalhadores(as) da Educação no Ceará. Com faixas, cartazes e muita batucada, os manifestantes expressaram a indignação com o Executivo, que até agora não pagou o reajuste geral dos servidores, cuja data-base é 1° de janeiro.

Além da questão financeira, os grevistas também reivindicam uma extensa pauta que contempla a melhoria das condições de ensino e trabalho na rede estadual, o aumento da verba para merenda escolar, realização de novos concursos públicos, ampliação da rede de atendimento do ISSEC, manutenção dos espaços pedagógicos nas unidades de ensino, liberação e pagamento dos processos de estabilidade, progressão horizontal e ascensão funcional, entre outras.

Ao final do ato no Palácio da Abolição, o presidente do Sindicato APEOC, Anizio Melo, e uma comissão de professores e alunos foram recebidos pelo chefe de Gabinete do Governo do Estado, Élcio Batista. O Sindicato APEOC entregou um ofício com os principais pontos da pauta de reivindicação da categoria e reforçou a necessidade do Governo apresentar uma proposta de reajuste diferenciada para os trabalhadores da Educação, já que o setor possui fontes próprias de financiamento. Élcio Batista manteve o discurso do Executivo de que o cenário atual não permite apontar um percentual de aumento. No dia 04 de abril, o próprio governador, Camilo Santana, adiou por sessenta dias o anúncio de um possível reajuste.

Os manifestantes deixaram o Palácio da Abolição e fizeram uma caminhada até a Assembleia Legislativa, onde apresentaram aos deputados os motivos da luta dos(as) trabalhadores(as) da Educação. O Sindicato APEOC também protocolou um documento com a pauta da greve para pedir o apoio dos parlamentares.

 

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