Um grupo de professores temporários da rede estadual de ensino procurou a direção do Sindicato APEOC na manhã desta sexta-feira (15) para pedir orientação sobre casos de assédio moral envolvendo docentes e gestores escolares, especialmente durante a greve. O presidente do Sindicato APEOC, Anizio Melo, recebeu os profissionais e prestou todos os esclarecimentos necessários, com a assessoria do departamento jurídico da entidade.

Os professores apontaram uma série de situações que comprovam as condutas de assédio, como a realização de reuniões para questionar quem vai aderir ou não à continuidade da greve; ameaça de novas contratações para substituir os professores que paralisaram as atividades, entre outras. Segundo os docentes, esses casos são mais frequentes nas escolas de educação profissional, onde há maior presença de professores temporários.

Anizio Melo disse que não pode haver nenhum tipo de ameaça e assédio contra os professores temporários nem no contexto da greve nem em qualquer outra situação. “Não vamos admitir nenhum tipo de punição ou prejuízo aos docentes.

O Sindicato APEOC vem combatendo firmemente esses casos, cada vez mais comuns no serviço público”, afirmou.

O advogado do Sindicato APEOC, Ítalo Bezerra, esclareceu para os professores o enquadramento jurídico do assédio moral e explicou que providências estão sendo tomadas nos casos que já foram denunciados à entidade, tanto no âmbito administrativo quanto na Justiça. Além disso, Ítalo reforçou o papel do Sindicato APEOC no combate a esse tipo de conduta na rede estadual de ensino, por meio da ação do Departamento Jurídico da entidade.

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O presidente do Sindicato APEOC, Anizio Melo, reforçou a defesa do concurso público como a principal forma de ingresso na rede estadual, com a garantir de oferta do número de vagas compatível com as disponibilizadas atualmente para os contratos temporários.